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terça-feira, 17 de agosto de 2010

TECNICA DE AVALIAÇÃO FAMILIAR - ARTE DIAGNOSTICO

Aspectos importantes:
O Arte-Diagnóstico Familiar foi desenvolvido por Hanna Kwiatkowska, professora de arte-terapia da Universidade George Washington e da Washington School of Psychiatry, nos Estados Unidos da América. A autora criou uma técnica de avaliação, utilizada no período de entrevistas, cuja linguagem terapêutica baseia-se em desenhos com temas pré-determinados. A família expressa, por meio da arte, sua capacidade de criatividade, de flexibilidade e de integração, apresentando sua distribuição de papéis e suas formas de comunicação, assim como a dinâmica de seu funcionamento.
O sintoma de um membro deverá ser considerado um sintoma da patologia familiar. Recorrer às técnicas de avaliação diagnóstica nas entrevistas preliminares vai além do objetivo de diagnosticar a patologia da família, uma vez que elas também são um facilitador para a adesão da família à psicoterapia. O psicoterapeuta deve sentir-se confortável em aplicar as técnicas de avaliação, escolhendo qual ou quais serão aplicadas, de acordo com o contexto de cada família. A finalidade da aplicação deve estar clara para o profissional: avaliar a interação familiar, conhecer a história da família, constituir um vínculo terapêutico, elucidar a demanda familiar, estabelecer a adesão dos membros ao tratamento e implicar a família na efetuação de mudanças.
A construção desse instrumento foi gradual, passando por diversas modificações e sendo submetido a várias pesquisas. Somente após muitos anos de estudos, finalmente, estruturou-se o ADF como instrumento de avaliação confiável e imparcial. A partir das pesquisas realizadas, concluiu-se que o material artístico espontâneo, produzido nas sessões com as famílias e com os pacientes psicóticos, ajudava os membros familiares e os psicoterapeutas a entenderem melhor os problemas familiares (Kwiatkowska, 1978).
As tarefas que compõem o ADF foram inspiradas em desenhos que apareciam naturalmente nas sessões de arte-terapia familiar. Observou-se que, ao desenvolvê-los, as famílias freqüentemente traziam temas em comum que estimulavam ricas discussões familiares. O ADF consiste na estruturação de seis tarefas realizadas em apenas uma sessão, com todos os membros possíveis da família, até mesmo a presença das crianças pequenas mostra-se importante para revelar segredos e a dinâmica familiar. Esta técnica permite obter também dados referentes às interações, separações, dominação, submissão, retraimento, dentre outros aspectos, de membros da família ou subsistemas. Para a realização dos desenhos, são utilizados cavaletes formando um semicírculo no setting, de modo que todos os membros da família possam ver os desenhos dos demais e comentá-los. Em cada cavalete há uma prancha com seis folhas de papel de tamanho 18x24 cm e uma caixa com lápis cera de cores variadas. Após cada etapa, pede-se à família para retirar a folha usada.
Em todos os desenhos deverão ser observados os comportamentos verbais e não verbais, as interferências feitas nos desenhos dos outros e a ordem de finalização dos desenhos (quem termina primeiro ou por último). A família é convidada a expressar-se livremente, é pedido para cada membro assinar, datar e dar um título às respectivas criações.
A seqüência das tarefas propostas por Kwiatkowska (1971, 1978) é a seguinte: (a) Primeiro desenho livre; (b) Retrato da família; (c) Retrato da família abstrata; (d) Rabisco individual; (e) Rabisco em conjunto; (f) Segundo desenho livre. Essa seqüência é de fundamental importância, pois cada tema pode provocar afetos intensos e estressantes, sendo trabalhados no desenho posterior, como por exemplo, na criação do Retrato da família abstrata, tarefa durante a qual o nível de ansiedade e estresse pode se intensificar. Por isso, logo após esta etapa, faz-se um exercício de relaxamento, pedindo aos membros da família que façam movimentos com os braços e criem um rabisco no ar, desenhando-o em seguida no papel.
De acordo com Kwiatkowska (1978), a primeira e a última tarefa foram inspiradas na técnica criada por Elionor Ulman, psiquiatra norte-americana que foi pioneira ao pesquisar sobre o uso da arte no diagnóstico psiquiátrico. O primeiro desenho, Primeiro desenho livre, é onde se registram as primeiras tensões do grupo familiar: pede-se que os membros da família "façam um desenho daquilo que vier à cabeça, que desenhem qualquer coisa que tenham vontade" (Kwiatkowska, 1978, p. 86).
O tema da segunda tarefa foi inspirado na freqüência com que os membros familiares desenhavam espontaneamente a família. O Retrato da família favorece discussão espontânea, quando é pedido a eles que "façam um desenho de sua família, cada pessoa, incluindo você mesmo" e que "façam um desenho da pessoa toda" (Kwiatkowska, 1978, p. 87). Nesse desenho, podem surgir várias perguntas relativas a quem incluir e como desenhar, devendo ser incentivado que seja criado da forma como a pessoa prefira. Ao terminarem, é solicitado que identifiquem cada membro desenhado.
Um momento que gera muita interação entre os membros da família é quando são solicitados a criar o terceiro desenho: Retrato da família abstrata. Esta tarefa é a mais difícil de ser explicada, e a que leva mais tempo para ser realizada, pois não é fácil de ser elaborada nem mesmo para as famílias mais integradas. Ela tem como objetivo colher informações simbólicas de cada membro. Pede-se que façam outro desenho da família, distinguindo cada membro, incluindo o próprio sujeito. No entanto, não devem desenhar rostos ou corpos, mas usar somente cores e formas para representar o que pensam ou sentem a respeito de cada membro da família.
De acordo com Touson (2002), médico e psicoterapeuta argentino, as cores representam uma forma idônea de se conhecer o inconsciente e o mundo interior do sujeito. Ele justifica a importância das cores devido a sua presença em tudo que nos é visível. Elas são portadoras de conteúdos e significados complexos, que vão além da escuta e da observação sobre a representação do objeto. Desde a escolha da cor até a intensidade do traço, pode-se analisar a expressão espontânea das emoções do sujeito. A partir das considerações deste autor, pode-se afirmar que o uso de cores e formas, na terceira tarefa do ADF, é bastante adequado para representar abstratamente cada membro da família.
O Rabisco individual é a quarta tarefa e oferece uma avaliação individual de cada membro familiar. Solicita-se que façam um rabisco no ar, depois desse movimento livre, solicita-se que cada um fique diante de sua folha, feche os olhos e faça o mesmo tipo de rabisco no papel. Depois do rabisco feito, pede-se que olhem o rabisco e vejam que imagem parece emergir deste, desenhando-a em seguida.
O clímax de ansiedade do grupo familiar se dá no quinto desenho, Rabisco em conjunto, quando são dadas as mesmas instruções do rabisco individual, mas com uma diferença. Solicita-se ao grupo que escolham o rabisco e criem um desenho em conjunto. É importante o mínimo de interferência do psicoterapeuta, com o objetivo de deixar a família muito à vontade. Nesse desenho é solicitado que decidam também o título e a forma de assinarem juntos.
Por fim, o último desenho solicitado, Desenho livre, tem como objetivo a redução da ansiedade do grupo, finalizando da forma que foi começada a técnica. Todavia, existe uma diferença entre o primeiro e o último desenho livre, visto que a criação do último é realizada após a mobilização de afetos intensos. Ele oferece dados de como a família se expressa após momentos de estresse e ansiedade.
Na sessão seguinte deve-se realizar a "devolução" dos dados recolhidos nos desenhos de cada um. Deve-se, junto com a família, entender os significados simbólicos de cada desenho e interpretá-los. Devido à espontaneidade do desenho, as figuras normalmente expressam sentimentos inconscientes e pensar sobre elas é de alguma forma trazê-los à consciência.
Em sua prática clínica com desenhos, Touson (2002) observou que o ato da criação consiste em três momentos: o da expressão, o da contemplação e o da elaboração. O da expressão ocorre no momento da criação do desenho. A contemplação ocorre a posteriori, quando a pessoa tem a oportunidade de examinar e considerar com atenção o objeto expressado, reconhecendo-o como próprio e único. O último momento o da elaboração envolve a resposta e o insight do sujeito ao que foi expressado no papel e também contemplado.
Pode-se pensar nestes três momentos da criação, observados por aquele autor, e correlacioná-los com o ADF. Não seria impróprio afirmar que estes momentos estão presentes na aplicação e na sessão de "devolução" deste instrumento. Na primeira sessão de criação dos desenhos, ocorrem os momentos de expressão e contemplação. Este último envolveria a contemplação familiar em relação aos desenhos de cada membro. Etapa importante de ser observada, pois envolve o "olhar familiar" sobre seu próprio sistema.
Na sessão de "devolução" ocorre a re-contemplação e elaboração conjunta sobre os desenhos. A divisão didática proposta por Touson (2002) ajuda a pensar, de forma minuciosa, sobre a riqueza e coerência do ADF; sendo fundamental não só aplicá-lo, mas também interpretá-lo junto à família. O psicoterapeuta, durante a sessão de "devolução", incentiva a família a perguntar algo que gostaria de saber sobre os desenhos uns dos outros. Além disso, incita a família a pensar sobre o simbolismo das figuras desenhadas. As interpretações do psicoterapeuta são feitas somente depois de oferecer este espaço de reflexão para a própria família (Kwiatkowska, 1978).
Ainda na sessão de "devolução", aquela autora recomenda ao psicoterapeuta comparar o primeiro desenho com o último, com a finalidade de analisar como os membros da família se expressaram após passarem por um alto nível de estresse e ansiedade na sessão. Segundo a autora, são os dois desenhos livres que geralmente expressam mensagens mais importantes. A aplicação deste instrumento tem a particularidade de trazer à superfície assuntos que dificilmente seriam discutidos no início de uma psicoterapia, justamente pela possibilidade de o desenho representar os conteúdos inconscientes. Assim, o ADF, como instrumento de avaliação, não só contribui com dados significativos sobre a dinâmica familiar para o processo psicoterápico, mas também acelera a construção da demanda e a adesão ao tratamento



http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-863X2008000300011

terça-feira, 22 de junho de 2010

Separações, luto e rituais



Toda a sociedade humana necessita de rituais e processos para solidificar suas estruturas organizacionais, nós, seres humanos também precisamos de rituais de passagem, não somos diferentes. Processo é um caminho a ser percorrido. Cada um de nós para se constituir passa por um processo constante de crescimento e amadurecimento. Temos uma vida permeada por rituais: aniversários, formaturas, casamentos, etc...
O simbolismo dos ritos nos ajudam a representar aquilo que muitas vezes não se consegue dizer. Os rituais nos ajudam a suportar melhor a passagem de um estado de ser para outro, nos abrindo uma porta para uma nova fase na vida.
Para passarmos do estado civil de solteiro para o de casado é necessário o ato do casamento, tanto o civil quanto o religioso exigem uma preparação ritualística. Os rituais de passagem nos transportam de uma posição para outra, significando também um momento de decisão. Decidir significa responsabilidade e ter que deixar algo para trás. Por isso muitas vezes esses rituais e decisões vêem acompanhados de sofrimento. Assim toda decisão significa perder e ganhar alguma coisa simultaneamente.
O fim de uma relação amorosa é uma experiência cada vez mais comum entre os casais da sociedade ocidental, entretanto o comum não quer dizer banal, pois todas as separações são traumáticas, mas como cada um vivencia o fim ou o fracasso de uma relação amorosa estável é diferente.
Para algumas mulheres é mais difícil, principalmente se forem elas que ficarem com a casa, a sensação de abandono naquele espaço é ainda maior. Algumas desenvolvem mecanismos de elaboração depressiva para superar a dor.
Hoje se cobra felicidade eterna, seja feliz, Carpem Diem e etc... Eternas frases lidas e relidas nos perfis de site de relacionamentos. Sofrer? Jamais. Essa negação do sofrimento gera muito mais dor e uma maior carga de angustias para uma relação futura. É claro que a sociedade contemporânea dificulta a elaboração do luto com a negação do sofrimento de uma separação. Não é obrigatório sofrer, mas também não é proibido.
Um dos mais sofridos e traumáticos rituais é o da separação conjugal, alguns não conseguem transpor esse ritual e viver o luto necessário. O luto é talvez a única possibilidade de não ser destruído junto com o casamento, é imprescindível para o processo do abandono, da perda de forma criativa.
O luto é a reação a perda de um ente querido, é o mundo que se torna vazio. Algumas pessoas não conseguem dar andamento ou terminar esses processos, pois possuem grandes dificuldades de lidar com o luto, não conseguindo elaborar esse processo.
Contudo é preciso entender que a passagem do estado civil para outro, traz o mesmo sentindo do casamento, apesar do sofrimento do abandono. As pessoas se casam para serem felizes e se separam também, à procura da felicidade, o que é difícil é a dor da perda. Cumprir rituais, sair da posição de sofrimento, elaborar o luto, pode significar tomar a rédeas da própria vida e do próprio caminho.


bibliografia Consultada: PEREIRA CUNHA, Rodrigo & GOENINGA CAMARA, Giselle. Direito de Família e Psicanálise- Rumo a uma nova epistemologia. Rio de Janeiro: Imago, 2003.

segunda-feira, 8 de março de 2010

A relação mãae e filha e a formação da identidade feminina



As mulheres conquistaram prestígio e poder, conseguiram alinhar o charme e a competência, conseguiram aquilo que o movimento feminista lutava na década de 70, conquistaram seu lugar no mercado no trabalho e hoje disputam de igual para igual com os homens e assumiram o comando de “chefe de casa”, assim vê-se a mulher contemporânea, profissional, provedora do lar e mãe. É basicamente dessa mulher contemporânea e suas influências sobre a identidade da filha, futuramente mulher que falo aqui, a mãe como referência na construçao da feminilidade da filha.
Sabe-se que a mae é elevada a uma categoria de Outro pelos estudos psicológicos, principalmente pela psicanálise, a mãe na verdade encarna esse papel de Grande Outro, isso é um fato de extrema importância para o desenvolvimento infantil, embora mais tarde a criança desistitua a mãe desse lugar, é o que os sujeitos deveriam reconhecer que o Outro não existe como tal, a mãe apenas ocupa esse lugar. Para a mulher é mais dificultoso aceitar a inexistência desse Outro, pela busca ao falo.
O poder da mãe é extremamente forte na constituição do ser humano, pois é ela que além de atender as necessidades fisiológicas do bebe atende as necessidades amorosas do mesmo, assim o que impera é o seu poder, suas respostas constituem lei ou regulamentos, suas demandas são mandamentos, seus desejos são designíos. ­­­­­­Dessa forma a importância do estudo de famílias, nas quais a relação mãe e filha de alguma forma prevalece, se dá pela história particular que cada menina escreve com sua mãe ao longo de sua infancia e adolescência, assim costuma ficar um rastro dessa relação no constructo da feminilidade da menina, é deixado na filha uma indiferenciação em face da mãe em aspectos que tocam a sua identidade como mulher. (Zalcberg, 2003).
Assim a importância do tema proposto esta na forma que uma mãe vive o ser mãe e mulher, sem abdicar de nenhum desse aspectos pelos quais se constitui sua feminilidade, é que a filha pode encontrar apóio para formar a sua feminilidade, distinta da de sua mãe, assim cabe a cada mulher forjar-se uma identificação feminina pelos caminhos da inventividade e da criação.

Referencia bibliográfica

ZALCBERG, M. A relação mãe e filha. 9 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2003.

segunda-feira, 1 de março de 2010


Trabalho X Família: Conseguimos Conciliar?


Conciliar a vida pessoal e familiar com o trabalho é um desafio da vida moderna. Se você possui uma atividade desenvolvida fora de casa sabe muito bem disso. Porém o que poucos se dão conta é como conduzir bem tal "conflito". Por mais que se fale da importância do equilíbrio entre estes dois "mundos", nem tudo é tão simples na prática.
Certa vez perguntaram a Sigmund Freud, grande psicanalista austríaco, o que ele achava que uma pessoa normal deveria ser capaz de fazer bem, e ele respondeu: “amar e trabalhar”. Ele acreditava que é por intermédio da família que as necessidades relacionadas ao amor são gratificadas e que o trabalho tem um efeito mais poderoso do que qualquer outro aspecto da vida humana de vincular uma pessoa à realidade. Por isso a resposta de Freud pode ser interpretada como uma ênfase no trabalho e na família para uma vida saudável.
Existem várias perspectivas sobre o trabalho, a econômica, por exemplo; proporciona-nos recursos financeiros para sustentarmos a vida e a aspiração para melhorarmos a qualidade de nossa vida material. E a Psicológica; o trabalho como fonte de identidade e união com outras pessoas, além de ser uma fonte de realização pessoal.
Quanto à família, sabemos que as de hoje são muito diferentes das “de antigamente”. Isso mesmo, as famílias vêem passando por importantes mudanças estruturais e funcionais nas últimas décadas. Essas transformações não foram acompanhadas pelas políticas organizacionais de algumas empresas, embora ainda existam famílias em que o pai trabalha e a mãe fica cuidando dos filhos em casa.
Normalmente, a grande discussão é como conciliar o conflito entre trabalho e família, e a saída é afirmar que dá para fazer ambos. Será?
As empresas possuem hoje grandes diversificações no quadro de funcionários, ou seja, contam cada vez mais com a presença de mulheres, genitores solteiros e casais com dupla jornada. O potencial de conflito e estresse aumenta à medida que a maioria dos trabalhadores enfrenta exigências de equilibrar trabalho remunerado e responsabilidades domésticas.
O problema pode ser particularmente difícil para casais em que ambos trabalhos e tem filhos pequenos e para pais solteiros. Certamente o de permanecer em casa com filhos doente ou de participar nas tarefas escolares.
Algumas pesquisas demonstram que casais com dupla jornada tem um estilo de vida orientado para o trabalho antes do nascimento dos filhos. Mas quando as crianças nascem esse sistema passa por profundas transformações. As demandas da vida doméstica aumentam e não podem ser adiadas, reprogramadas ou ignoradas. Ambos os cônjuges podem chegar a sua própria definição do que é necessário para o sucesso no trabalho e qual o nível de envolvimento adequado na família.
Pessoas que relatam altos níveis de conflito trabalho X família tendem a relatar pouca satisfação no trabalho, podendo ser associados à depressão, sintomas físicos, faltas e atrasos, insatisfação com a vida familiar e com a vida em geral.
Embora desempenhar o papel de pai e trabalhador possa ter efeitos adversos, particularmente para as mulheres, que geralmente assumem as maiores responsabilidades pelas crianças, os papéis duplos podem ter efeitos positivos, propiciando um aumento na auto-estima e do apoio social de outros. Assim, se você encontra uma boa situação no trabalho e na família tenderá estar satisfeito com ambos.
As empresas que se preocupam com o conflito trabalho X família têm adotado medidas para ajudar seus funcionários. As mais utilizadas são a flexibilidade do horário de trabalho e a pré-escola no local de trabalho. Para os funcionários com filhos pequenos ambas as medidas facilitam o controle das obrigações com o trabalho e com a família. Horários flexíveis permitem que se tenha tempo para lidar com as demandas da vida familiar, como levar uma criança doente ao médico. Dessa forma todos lucram; o funcionário quem tem aumento nos níveis de satisfação e a empresa que aumenta a produtividade com funcionários saudáveis e com menores índices de absenteísmo (faltas e atrasos).
A questão é justamente essa. Se você, como eu e a grande maioria das pessoas, tem de "conciliar" família com trabalho, é imprescindível determinar, muito antes das inevitáveis crises, quem você prioriza e coloca em primeiro lugar. Você não terá de tomar difíceis decisões de lealdade na última hora, pois a opção já terá sido previamente discutida e emocionalmente internalizada.